“O motivo principal é o que chamamos de ambidestria organizacional, que é o fato de uma empresa ter de, ao mesmo tempo, manter aquilo que já conquistou e inovar permanentemente para não ficar atrás e sair do mercado”, explicou a psicóloga e autora do estudo, Lisete Barlach.
A pesquisa destacou que a maioria dos novos empreendedores entrevistados tentou vender uma ideia dentro de uma grande empresa, a qual resistiu em levá-la adiante.
Criatividade e inovação
De acordo com Lisete, o tema criatividade no trabalho é muito próximo de inovação, mas não é igual, pois existe diferença entre os dois termos. O profissional pode ter uma ideia criativa, mas não produzir inovação.
“Por exemplo, um cata-vento de criança e uma usina eólica têm o mesmo princípio de funcionamento. A ideia de transformar um cata-vento em uma usina é uma ideia criativa. Já uma inovação é o ato de investir em pesquisa, desenvolver a usina e conseguir pessoas que patrocinem esse empreendimento, ou seja, é transformar a ideia criativa em realidade”, afirmou Lisete.
Cultura da empresa
O mercado de trabalho atualmente exige que cada profissional seja um empreendedor inovador e criativo, já que as tarefas não são sempre previsíveis e lineares. Mas, para que as pessoas possam ser criativas e inovadoras, a cultura da empresa deve ser de incentivo.
“Um fator que ajuda é a segurança psicológica. Uma pessoa precisa de sentir confortável para colocar uma ideia na mesa, assim como precisa aprender a receber críticas. É preciso um clima favorável para novas ideias”, finalizou Lisete.
Por Equipe InfoMoney - www.administradores.com.br






